Diferente da temporada anterior, o TUF 14 promete: atletas de bom nível e treinadores escolhidos a dedo, garantindo boas lutas e entretenimento televisivo
A décima quarta temporada, contudo, começou bem. Com a incorporação do WEC, a Zuffa decidiu fazer uma edição composta por pesos penas e galos. O resultado é um poço de talentos ainda inexplorado. Como Alexandre havia comentado, estes não são moleques motivados catados na esquina, e sim lutadores já com alguma projeção. Embora a ideia anterior de “dar uma chance” aos novatos parecesse nobre no papel, na prática significava lutas deprimentes, pouca credibilidade e um vencedor questionável que inevitavelmente acabava demitido ou relegado a embates irrelevantes emcards preliminares. A julgar pelo primeiro episódio da nova temporada, isto vai mudar.
O episódio inicial foi uma bela amostra do primeiro aspecto. E o negócio já começou tenso. No lugar do centro de treinamento, os lutadores foram levados de cara para o nada modesto Mandalay Bay. E foi lá mesmo que os 32 aspirantes tiveram que batalhar pelas 16 vagas disponíveis dentro da notável – e sempre imunda – casa do TUF. As lutas foram surpreendentemente boas. Além da habitual movimentação e gás típicos das categorias, os lutadores trouxeram um arsenal técnico de cotovelos e joelhadas e coisas voadoras refrescante para nós, acostumados aos mata-cobras, burocráticos combos de jab+direto ou limitados jogos de queda e imobilização de competidores passados. No fim, Dana White disse ter visto “algumas das melhores lutas da história do programa”. Ignoremos o fato de que ele fala isso em TODAS as edições (sério, podem checar), já que, desta vez, ele pode estar realmente certo.
O Alexandre havia apontado algum dos favoritos e, como sempre, acertou a maioria (sério, estou pensando em começar a lucrar em cima desses palpites mágicos dele). Para a felicidade geral da nação, o brasileiro Diego Brandão começou bem, mandando Jesse Newell para a lona no fim do primeiro round. O veterano do WEC Bryan Caraway também correspondeu às expectativas, juntando-se à equipe após uma vitória por decisão. John Dodson deu show contra Brandon Merkt, concluindo a batalha com um golpe no corpo que deve ter prejudicado até os descendentes do coitado.
O hypado Micah Miller (irmão de Cole Miller) foi um dos upsets, finalizado por Steven Silercom uma guilhotina no terceiro round. Outro caso de influência fraternal que não deu certo foi o de Carson Beebe, irmão do ex-campeão do WEC Chase Beebe, estrangulado pelo texanoJohnny Bedford em um dos embates mais empolgantes do episódio.
Como de praxe, o final do episódio mostrou o que podemos esperar do resto da temporada. As habituais demonstrações de boçalidade, abuso de substâncias e total desrespeito às regras de higiene devem retornar (YAY). Obviamente, Miller e Bisping irão quebrar o pau em algum momento (meu button “TEAM MAYHEM” já está na gráfica). Aparentemente, burros de bandana (sempre válido) e mariachis estarão envolvidos. Insetos serão comidos. As pobres paredes serão, novamente, escangalhadas. Bundas serão exibidas em rede nacional. E, ao que tudo indica, finalmente teremos boas lutas.
Nesta temporada, há ainda a possibilidade do espectador votar nas categorias de melhor luta, nocaute e finalização da temporada. No próximo episódio, os treinadores irão escolher seus times entre os 16 lutadores que entraram na casa:
Pesos penas
Diego Brandão
Dennis Bermudez
Marcus Brimage
Bryan Caraway
Dustin Neace
Steven Siler
Stephen Bass
Akira Corassani
Diego Brandão
Dennis Bermudez
Marcus Brimage
Bryan Caraway
Dustin Neace
Steven Siler
Stephen Bass
Akira Corassani
Pesos Galos
Josh Ferguson
John Dodson
Roland Delorme
Johnny Bedford
Dustin Pague
Louis Gaudinot
TJ Dillashaw
John Albert
Josh Ferguson
John Dodson
Roland Delorme
Johnny Bedford
Dustin Pague
Louis Gaudinot
TJ Dillashaw
John Albert
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