Judoca se mostra preocupado com falta de investimentos no esporte, de olho nos Jogos Olímpicos do Rio
Foto: Divulgação
Judoca Carlos Honorato arruma quimono depois de luta
O judoca Carlos Honorato, de 37 anos, esteve em Ribeirão Preto na última quarta-feira (23), quando foi a principal atração da graduação de 140 alunos de judô do colégio Albert Sabin. Medalhista de prata nas Olimpíadas de Sydney, na Austrália, em 2000, de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003, e na Copa do Mundo do mesmo ano, ele se mostrou preocupado com o apoio estatal e de empresários ao esporte no Brasil, ainda mais com grandes eventos que batem à porta do País pelos próximos cinco anos.
Em entrevista concedida para A Cidade, ele comentou sobre o judô brasileiro, os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, Inglaterra, e de 2016, que será no Rio de Janeiro. Falou também sobre o crescimento do esporte em Ribeirão e elogiou os resultados dos judocas brasileiros, que conquistaram dois ouros e uma prata no Grand Prix de Judô, disputado na semana passada em Amsterdã, na Holanda.
Além das questões do esporte dentro do tatame, Honorato se mostrou preocupado com o futuro da modalidade após os Jogos Olímpicos de Londres. Ele teme que os investimentos não sejam o bastante para que os atletas cheguem ao Rio, em 2016, com chances de fazer bonito no quadro de medalhas.
Bruno Bellomi - Como você vê o atual momento do judô brasileiro?
Carlos Honorato - Estamos em um momento excelente, com ótimos atletas e acredito que vamos trazer várias medalhas dos Jogos Olímpicos de 2012.
Carlos Honorato - Estamos em um momento excelente, com ótimos atletas e acredito que vamos trazer várias medalhas dos Jogos Olímpicos de 2012.
Bruno - Acredita que o judô do Brasil evoluiu do ano 2000 até hoje?
Honorato - O Brasil teve um crescimento gradativo e a cada ano que passa tem melhorado. Foram corrigidos alguns erros do passado e isso está trazendo frutos hoje. No Grand Prix de Amsterdã tivemos dois ouros [com Tiago Camilo e com Maria Suelen Altheman] e uma prata [com Ketleyn Quadros]. Isso mostra a força do judô e do trabalho que vem sendo feito, tanto na confederação quanto nos clubes.
Honorato - O Brasil teve um crescimento gradativo e a cada ano que passa tem melhorado. Foram corrigidos alguns erros do passado e isso está trazendo frutos hoje. No Grand Prix de Amsterdã tivemos dois ouros [com Tiago Camilo e com Maria Suelen Altheman] e uma prata [com Ketleyn Quadros]. Isso mostra a força do judô e do trabalho que vem sendo feito, tanto na confederação quanto nos clubes.
Bruno - Conhece os judocas de Ribeirão Preto?
Honorato - Conheço vários, mas eu tenho mais contato é com a Juliene [Aryecha]. Porém, existem vários que sempre fazem sucesso nos Jogos Regionais. O Estado de São Paulo tem muitas cidades formadoras de atletas e temos alguns em Ribeirão que participam das categorias de base e que têm um futuro promissor para 2016. Continuando com esse trabalho e com um pouco mais de apoio por parte da prefeitura com certeza teremos mais atletas de Ribeirão nos Jogos Olímpicos.
Honorato - Conheço vários, mas eu tenho mais contato é com a Juliene [Aryecha]. Porém, existem vários que sempre fazem sucesso nos Jogos Regionais. O Estado de São Paulo tem muitas cidades formadoras de atletas e temos alguns em Ribeirão que participam das categorias de base e que têm um futuro promissor para 2016. Continuando com esse trabalho e com um pouco mais de apoio por parte da prefeitura com certeza teremos mais atletas de Ribeirão nos Jogos Olímpicos.
Bruno - O que deve ser feito para que o País tenha sucesso nos Jogos de 2016?
Honorato - Acredito que se continuar o trabalho que vem sendo feito, mas com maior incentivo do governo e de empresas privadas. Assim, teremos grande retorno e traremos medalhas. O que não pode acontecer é, passando esses Jogos Olímpicos [de 2012], esses investimentos caírem. Na verdade, esses investimentos têm de aumentar, para crescer o número de judocas e chegarmos com atletas prontos para 2016. E com chances reais de medalhas, como teremos no ano que vem.
Honorato - Acredito que se continuar o trabalho que vem sendo feito, mas com maior incentivo do governo e de empresas privadas. Assim, teremos grande retorno e traremos medalhas. O que não pode acontecer é, passando esses Jogos Olímpicos [de 2012], esses investimentos caírem. Na verdade, esses investimentos têm de aumentar, para crescer o número de judocas e chegarmos com atletas prontos para 2016. E com chances reais de medalhas, como teremos no ano que vem.
Bruno - É a maior preocupação? Não diminuir o investimento?
Honorato - Geralmente, tanto o governo quanto as empresas só enxergam o atleta um ano antes da Olimpíada e isso não é a nossa realidade. Temos quatro anos de treinamentos para participar e, no judô, um trabalho bem feito dura oito anos. Nossos atletas que vão para Londres começaram os trabalhos lá atrás. Se o investimento cair, o desgaste será muito maior e teremos uma queda.
Honorato - Geralmente, tanto o governo quanto as empresas só enxergam o atleta um ano antes da Olimpíada e isso não é a nossa realidade. Temos quatro anos de treinamentos para participar e, no judô, um trabalho bem feito dura oito anos. Nossos atletas que vão para Londres começaram os trabalhos lá atrás. Se o investimento cair, o desgaste será muito maior e teremos uma queda.
fonte:







Nenhum comentário:
Postar um comentário