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sábado, 4 de fevereiro de 2012

GSP trata sua lesão com médicos da NFL


Por Evelyn Rodrigues, direto de Las Vegas
Foto UFC

O canadense Georges St. Pierre visitou os treinos abertos do UFC 143, em Las Vegas, na última quarta-feira, e deu detalhes da lesão no joelho que o deixará afastado do octógono até novembro.

“O que aconteceu é que eu machuquei o meu joelho esquerdo. Era uma lesão pequena e eu não queria cancelar a luta com o Condit, então tentei voltar a treinar imediatamente e acabei compensando a lesão utilizando mais a minha outra perna. Isso fez com que eu machucasse também a perna direita”, declarou o lutador, que afirmou que não sabia que a lesão era tão séria no começo.

“Eu tenho muitos músculos na perna e quando eles fazem o teste físico às vezes não é possível ver que o problema é no ligamento, porque os músculos não deixam transparecer. Então voltei a treinar wrestling, pois não achei que fosse nada sério, e machuquei o mesmo lugar de novo, mas dessa vez eu senti a parte de trás do joelho”, completou.

GSP disse que não sentiu muita dor e que acreditou que a lesão fosse algo superficial. Ele afirmou que continuou treinando, fazendo inclusive parte do sparring do brasileiro Vitor Belfort para o UFC Rio.

“Foi um tipo de lesão rara e por isso foi mais difícil de diagnosticar porque não doía muito. Eu estava sentindo dor, mas coloquei gelo e melhorou. E aí vim para Vegas para treinar com o Vitor Belfort, fiz sparring e tudo o mais e eu senti que estava com uma instabilidade na perna. Deus me abençoou porque eu poderia ter me machucado mais ainda e de uma forma mais séria ainda. Eu falei para o Vitor que estava tudo bem, mas sabia que o meu joelho não estava normal. E quando eu voltei, falei para o meu médico que era estranho porque o meu joelho não sarava e ele quis fazer alguns exames, e só aí descobrimos a lesão”, explicou.

O canadense diz que ficou muito triste quando soube a gravidade do machucado e que optou por ficar nos EUA para fazer o tratamento devido à melhor estrutura que o país oferece para este tipo de recuperação.

“Eu fiquei completamente arrasado. Eu não sabia o que fazer. Eu sabia as consequências disso e que poderia ser sério. E aí nós começamos a estudar os procedimentos, como seria a cirurgia e foi assim que eu acabei começando a minha recuperação. Além disso, optei por ficar nos EUA porque o tempo no Canadá é tão ruim que eu poderia dormir no gelo e me machucar de novo (risos)”, brinca, emendando.

“Aqui nos EUA há tantos bons profissionais que já tratam de atletas com lesões piores que a minha, então estão acostumados a lidar com esse tipo de problema. Eu estou fazendo a minha reabilitação com jogadores de futebol americano, que estão acostumados com lesões tão graves quanto a que eu tive. O time que está por trás da minha reabilitação é muito bom e isso me deixa bastante motivado de que vou me recuperar 100% e que logo estarei de volta ao octógono”, finalizou.
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