O atleta português Bernardo Costa Duarte (foto) fala como estão as equipes que disputarão o Europeu de Nações deste ano, revela alguns de seus destaques e comenta sobre como a participação em uma Copa do Mundo ajudou algumas delas. Confira abaixo!
Por Bernardo Costa Duarte
O Campeonato Europeu das Nações (ENC), ou Seis Nações “B”, como é apelidado, é o segundo mais importante torneio masculino de Rugby XV. É organizado pela FIRA – AER (Federação Internacional de Rugby Amador – Associação Europeia de Rugby) e acontece nas mesmas datas que o Seis Nações. É disputado por seis seleções nacionais: Espanha, Geórgia, Portugal, Roménia, Rússia e Ucrânia. Em todos os anos, é apurado um campeão. E de dois em dois anos, o último classificado desce de divisão, trocando com o campeão dessa divisão abaixo. Este torneio tem ainda mais importância porque classifica para a Copa do Mundo, permitindo dois acessos diretos para os dois primeiros classificados no ano do Mundial, e um acesso à repescagem para o terceiro classificado. Foi através deste lugar que Portugal conseguiu a classificação para a Copa de 2007, derrotando na repescagem Marrocos e Uruguai
Para a versão de 2012, a expectativa é grande para avaliar as diferenças entre os participantes do Mundial na Nova Zelândia (Georgia, Roménia e Rússia) e os demais times. A participação em Copas do Mundo traz sempre maior visibilidade ao Rugby nesses países e, com um trabalho sério e bem feito, pode servir para alavancar o esporte e engajar o público. Terão as federações aproveitado esta vantagem? Os resultados aparecerão já? Veremos!
Para ajudar a conhecer melhor estas seleções, faremos uma pequena apresentação das mesmas (por ordem de ranking IRB):
Geórgia
A Geórgia apresenta-se como a grande favorita ao título Europeu de 2012. Foi o time com melhor resultado na Copa do Mundo e é a campeã em títulos no ENC, onde ganhou todos os jogos e ainda conquistou dois pontos de bonificação. Tradicionalmente, tem os forwards mais fortes do torneio (como o oitavo Mamuka Gorgodze, de 1,98m e 118 kg) e, com a chegada de dois técnicos Neozelandeses (Milton Haig e Cris Gibbs), pode fazer ainda melhor uso desse poder com um jogo mais dinâmico e atrativo. Além disto, os “Lelos” têm ainda uma grande vantagem nos jogos em casa, não só por causa do frio, mas principalmente pelo ambiente forte e assustadoramente patriotico que os seus torcedores proporcionam em Tiblissi.
A Geórgia apresenta-se como a grande favorita ao título Europeu de 2012. Foi o time com melhor resultado na Copa do Mundo e é a campeã em títulos no ENC, onde ganhou todos os jogos e ainda conquistou dois pontos de bonificação. Tradicionalmente, tem os forwards mais fortes do torneio (como o oitavo Mamuka Gorgodze, de 1,98m e 118 kg) e, com a chegada de dois técnicos Neozelandeses (Milton Haig e Cris Gibbs), pode fazer ainda melhor uso desse poder com um jogo mais dinâmico e atrativo. Além disto, os “Lelos” têm ainda uma grande vantagem nos jogos em casa, não só por causa do frio, mas principalmente pelo ambiente forte e assustadoramente patriotico que os seus torcedores proporcionam em Tiblissi.
Romênia
Os Carvalhos, como é conhecida a seleção Romena, têm sempre que estar no grupo de favoritos na competição. Com muitos jogadores profissionais na França e no Bucuresti (clube-seleção que disputa a European Challenge Cup) e entre as equipes do leste europeu com adversários do mesmo nível, a Romênia joga um Rugby mais aberto e dinâmico, suportado pela forte e estável base oferecida pelos seus forwards. Os principais ídolos do time são o capitão e hooker Marius Tincu, o pilar Paulica Ion e o oitavo Ovidio Tonita.
Os Carvalhos, como é conhecida a seleção Romena, têm sempre que estar no grupo de favoritos na competição. Com muitos jogadores profissionais na França e no Bucuresti (clube-seleção que disputa a European Challenge Cup) e entre as equipes do leste europeu com adversários do mesmo nível, a Romênia joga um Rugby mais aberto e dinâmico, suportado pela forte e estável base oferecida pelos seus forwards. Os principais ídolos do time são o capitão e hooker Marius Tincu, o pilar Paulica Ion e o oitavo Ovidio Tonita.
Rússia
O Rugby russo evoluiu muito ao longo dos últimos anos, como resultado de um grande investimento na liga russa (Super 10), totalmente profissional, e no desenvolvimento de um centro de treinamento de alto rendimento na cidade de Krasnodar. Este desenvolvimento atingiu o auge com a classificação direta da Rússia para sua primeira Copa do Mundo, no ano passado. Os Ursos compõem uma equipe muito forte fisicamente, com jogadores bem preparados e que evoluem técnica e taticamente ano a ano. Apesar destes pontos fortes, os russos não têm conseguido ser muito constantes (no ano passado terminaram em quarto lugar no ENC), fato que pode ter como explicação as longas viagens quando jogam fora de casa. Será interessante ver os efeitos que a Copa do Mundo provocou neste time, e se a experiência de jogar contra os melhores vai se refletir neste ENC.
O Rugby russo evoluiu muito ao longo dos últimos anos, como resultado de um grande investimento na liga russa (Super 10), totalmente profissional, e no desenvolvimento de um centro de treinamento de alto rendimento na cidade de Krasnodar. Este desenvolvimento atingiu o auge com a classificação direta da Rússia para sua primeira Copa do Mundo, no ano passado. Os Ursos compõem uma equipe muito forte fisicamente, com jogadores bem preparados e que evoluem técnica e taticamente ano a ano. Apesar destes pontos fortes, os russos não têm conseguido ser muito constantes (no ano passado terminaram em quarto lugar no ENC), fato que pode ter como explicação as longas viagens quando jogam fora de casa. Será interessante ver os efeitos que a Copa do Mundo provocou neste time, e se a experiência de jogar contra os melhores vai se refletir neste ENC.
Espanha
A Espanha também vem evoluindo nos últimos anos, fruto da aposta na formação de jogadores e no aumento da competitividade do campeonato interno. Esta evolução foi abalada pela crise que se vem instalando na Europa nos últimos anos, uma vez que o forte investimento que os clubes estavam fazendo para se profissionalizarem teve que ser reduzido. Ainda assim, o bom trabalho efetuado na base e o recrutamento de hispano-descendentes na França permitiram criar uma seleção competitiva e que joga de igual para igual com qualquer time do ENC. Têm também a seu favor o emblemático estádio universitário de Madrid, onde disputam os jogos em casa.
A Espanha também vem evoluindo nos últimos anos, fruto da aposta na formação de jogadores e no aumento da competitividade do campeonato interno. Esta evolução foi abalada pela crise que se vem instalando na Europa nos últimos anos, uma vez que o forte investimento que os clubes estavam fazendo para se profissionalizarem teve que ser reduzido. Ainda assim, o bom trabalho efetuado na base e o recrutamento de hispano-descendentes na França permitiram criar uma seleção competitiva e que joga de igual para igual com qualquer time do ENC. Têm também a seu favor o emblemático estádio universitário de Madrid, onde disputam os jogos em casa.
Portugal
Os Lobos apresentam este ano um elenco renovado, composto por muitos jogadores internacionais das categorias de base e que começam a ter lugar na equipe de Errol Brain e Frederico Sousa. Esta dupla de treinadores chegou para alterar o estilo de jogo português, aplicando mais velocidade e ritmo, a fim de tirar mais proveito das características dos seus jogadores. Portugal está em desvantagem física em relação aos times do leste europeu, mas compensa essa desvantagem simplificando as disputas de bola (scrum e line-out) e impondo sua velocidade, que acaba por desgastar os adversários. No individual, o genial Pedro Leal e o incansável Julian Bardi são as figuras que mais se destacam.
Os Lobos apresentam este ano um elenco renovado, composto por muitos jogadores internacionais das categorias de base e que começam a ter lugar na equipe de Errol Brain e Frederico Sousa. Esta dupla de treinadores chegou para alterar o estilo de jogo português, aplicando mais velocidade e ritmo, a fim de tirar mais proveito das características dos seus jogadores. Portugal está em desvantagem física em relação aos times do leste europeu, mas compensa essa desvantagem simplificando as disputas de bola (scrum e line-out) e impondo sua velocidade, que acaba por desgastar os adversários. No individual, o genial Pedro Leal e o incansável Julian Bardi são as figuras que mais se destacam.
Ucrânia
Os ucranianos são os únicos que nunca disputaram uma Copa do Mundo de Rugby. O estilo de jogo ucraniano está fortemente baseado nos seus pesados forwards e no jogo de pé, tentando provocar o erro do adversário. No ano passado não conseguiram nenhum ponto no torneio, o que os coloca como principais candidatos a cair de divisão.
Os ucranianos são os únicos que nunca disputaram uma Copa do Mundo de Rugby. O estilo de jogo ucraniano está fortemente baseado nos seus pesados forwards e no jogo de pé, tentando provocar o erro do adversário. No ano passado não conseguiram nenhum ponto no torneio, o que os coloca como principais candidatos a cair de divisão.
As expectativas são grandes e preveem-se grandes jogos, com estilos de jogo diferenciados e resultados incertos até ao final! Fiquemos atentos para saber como evolui o segundo maior torneio de seleções da Europa.
FONTE







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