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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Werdum quer lutar no UFC de São Paulo


Por Guilherme Cruz
Foto UFC

“Tô loucão ainda, o cara bate forte pra c...”, atendeu o celular Fabrício Werdum, ainda em Las Vegas, para conversar com a equipe da TATAME no dia seguinte à vitória arrasadora sobre Roy Nelson. O brasileiro passou mal após a coletiva de imprensa, mas não conseguia esconder a felicidade pelo triunfo em seu retorno ao UFC.

“Quando levantei, abaixou a pressão e eu passei mal. Não andei depois da luta de tanta dor na perna. Umas quatro ou cinco cotoveladas pegaram no cotovelo dele, mas foi uma dor com sensação boa da vitória”, conta o gaúcho, analisando seu desempenho.

“Fiquei muito feliz pela luta que fiz. Perguntei ao mestre (Rafael Cordeiro) como tinha sido, e pela quantidade de ‘nossas’ que ele falou dava para ver que ele estava feliz... Fiz a estratégia certinha, tudo como tinha planejado. Lutei de forma inteligente. O Roy Nelson é duro, não cai, mas eu bati legal nele. Até chute rodado eu dei (risos)”, afirmou.

Segundo Werdum, a estabilidade do Ultimate ajudou na sua performance. “Eu estava muito confiante, não passei do ponto nos treinos, até porque não tinha a insegurança da luta ser cancelada como acontecia no Strikeforce”, disse, lembrando que seu duelo contra Alistair Overeem, em 2011, foi adiado três vezes.

Werdum mostrou uma evolução impressionante na trocação, aplicando boas joelhadas no clinche, e diz que se surpreendeu com a força do norte-americano. Surpreendeu, no mal sentido: ele achou que ele bateria mais pesado.

“Não senti tão forte como pensei que seria... Acho que foi tipo o Sansão com os cabelos, o Roy Nelson perdeu um pouco da força quando perdeu a barriga (risos)”, brinca, dizendo que não sentiu a pancada que o derrubou no segundo assalto. “Foi mais desequilíbrio mesmo, não cheguei a sentir uma tontura. Foi como contra o Fedor”.

E quanto às brincadeiras de apontar para o lado antes de socar, para distrair? “Sempre fiz isso no Jiu-Jitsu, de brincadeira... Ele não olhou, mas tomou dois bombões (risos)”, se diverte.

Pode vir qualquer um no UFC de São Paulo!

Fabrício agora participará das gravações do reality show The Ultimate Fighter em São Paulo, e quer que sua próxima luta aconteça na “Terra da Garoa”.

“Espero agora fazer uma luta em junho, no Brasil. Chego na segunda aí para fazer parte do TUF (equipe do Wanderlei Silva), mas não vou deixar de treinar, até porque a minha equipe vai toda junto. Se Deus quiser, o UFC vai me dar essa chance e eu vou poder dar essa alegria para a galera no Brasil”, disse.

O adversário poderia ser Frank Mir, outro top da categoria, mas o gaúcho não escolhe nomes. Escolha qualquer um, Dana White. “Qualquer um, estou preparado para lutar com qualquer um. Nunca escolhi adversário na minha vida. Se for o Frank Mir, excelente. Se não for, tá bom também. Só quero mostrar que estou entre os 10 melhores da categoria”.

A trilha sonora em Sampa será “Ai, se eu te pego”, luta que o embalou antes do UFC 143? “Bah, vamos ver”, disse. “Fique felizão quando o Michel Teló me mandou uma mensagem no Twitter. Espero conhecê-lo no Brasil, vai ser legal. Não cheguei a fazer a coreografia porque sou muito grande, ia ficar mongolzão, feio pra c... mas vou pedir para o Teló me ensinar a fazer a coreografia (risos)”.

Reencontro com Cigano no futuro?

Werdum deixou o UFC após ser nocauteado por um até então desconhecido e estreante Junior Cigano, atualmente com o cinturão da categoria, mas espera ter uma nova chance contra seu algoz no futuro. Em suas contas, a revanche já poderia acontecer em 2013.

“É uma coisa óbvia. Tenho vontade de lutar com o Cigano. Quando ele chegou, desconhecido, ao UFC, eu aceitei a luta. Quando o UFC me oferecer essa luta, daqui a três ou quatro lutas, espero que ele aceite. E o cinturão vai ficar no Brasil, o que é muito bom, mas comigo vai ser melhor ainda (risos)”, disse.

No primeiro combate, Cigano nocauteou em pouco mais de um minuto, mas Fabrício diz que não era metade do lutador de hoje, uma vez que não tinha uma forte equipe por trás. “Quero lutar com ele estando 100%. Sem tirar os méritos dele, mas quando lutamos eu estava órfão de pai e mãe (sem treinadores), mal física e mentalmente, mas passou... Bola pra frente”.
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