Confederação vai buscar na tradição da Nova Zelândia o apoio para ajudar os brasileiros a melhorar o desempenho no esporte
Lorrane Melo - Especial para o Correio
| Tags: celular
Publicação:
17/05/2012 08:18
| Seleção Brasileira disputa amistoso com um time argentino: Brasil é freguês dos vizinhos |
Há um mês, a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) começou a dar um grande passo na construção de uma seleção nacional forte e competitiva. Um contrato provisório foi firmado entre a instituição, a Federação de Canterbury e o Crusaders — cidade e equipe neozelandesas, respectivamente — buscando a implementação de um programa de alto rendimento no país. O objetivo é trazer técnicos de uma das principais escolas do esporte no mundo para treinar os atletas brasileiros e, com um trabalho a longo prazo, colher os frutos daqui a 0 anos.
Desde abril, o técnico neozelandes Tabai Matson, que defendeu os All Blacks, desenvolve um trabalho com os conterrâneos Brent Frew, treinador de linha do Crusaders, e Scott Robertson — também ex-All Black e técnico assistente de avançados e de defesa da equipe — buscando aprimorar os jogadores do Brasil. Na primeira fase, foram realizadas sessões de treinamento com as Seleções Brasileiras e também foi feito um relatório de avaliação da situação da modalidade no país.
“A ideia é terceirizar um pouco o esporte e passá-lo para as mãos de quem sabe fazer”, explica o gerente da Seleção Masculina, Virgílio Neto, que vê essa oportunidade como muito útil. “O Brasil não sabe nada de rúgbi de alto rendimento e a gente vai aprender muito com eles, principalmente na competitividade”, afirma o gestor. Segundo ele, uma parceria definitiva deve ser firmada em junho.
As seleções femininas, juvenil (M18) e masculina puderam passar um tempo com os treinadores no Centro de Treinamento da CBRu, em São José dos Campos (SP). O curto período iniciou a preparação da equipe mais jovem para o Sul-Americano, que será realizado em setembro, na Venezuela. Porém, o foco dos neozelandêses foi o time adulto masculino, que viaja hoje para Santiago, no Chile, onde disputará o Consur “A”, torneio que reúne as quatro melhores seleções do continente: Brasil, Argentina, Uruguai e Chile.
O Brasil ainda é freguês desses times. Mas com os resultados da parceria a intenção é reduzir a desvantagem. “Tivemos poucas oportunidades de treinar, mas já deu para melhorar o nosso estilo de jogo”, diz Daniel Gregg, 31 anos, fullback da Seleção Brasileira. “Eles nos passaram coisas básicas do rúgbi de lá, que nós não sabíamos, principalmente na questão tática. Os jogadores brasileiros são técnicos, mas como se encontravam pouco para treinar não tinham entrosamento”, conta o jogador, que espera ver o esporte crescer de forma constante com a ajuda estrangeira.
Supercampeões
Com sete títulos, o Crusaders é a equipe mais vitoriosa na história do Super Rugby, campeonato disputado por 15 times de três países (Austrália, Nova Zelândia e África do Sul) e considerado o maior do hemisfério sul. O time levantou o caneco em 1998, 1999, 2000, 2002, 2005, 2006 e 2008.
Calendário
Acompanhe os desafios da Seleção masculina no Consur A, torneio que reúne os quatro melhores times do continente sul-americano:
20/5 — Brasil x Chile
23/5 — Brasil x Argentina
26/5 — Brasil x Uruguai
“A ideia é terceirizar um pouco o esporte e passá-lo para as mãos de quem sabe fazer. O Brasil não sabe nada de rúgbi de alto rendimento e a gente vai aprender muito com eles, principalmente na competitividade”
irgílio Neto, gerente da Seleção Brasileira masculina
fonte:







Nenhum comentário:
Postar um comentário