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domingo, 29 de julho de 2012

Roger Gracie



Roger Gracie deu show em sua estreia como peso médio no Strikeforce. Com uma atuação segura e versátil, o mestre em Jiu-Jitsu dominou Keith Jardine, vencendo na decisão dos juízes. Roger já se vê na mira de outros nomes de peso do Strikeforce. Tim Kennedy, que vem de derrota na disputa de cinturão, desafiou o Gracie, garantindo ser superior a ele na luta agarrada, modalidade em que Roger se consagrou como um dos melhores de todos os tempos. No bate-papo, Roger analisou a vitória sobre Jardine, apontou os detalhes que lhe impediram de finalizar e, entre outros assuntos, ressaltou que treinará novamente na Black House para sua próxima luta no Strikeforce.

O que achou da luta?

A luta foi bem do jeito que a gente planejou, mas no terceiro round eu cansei um pouco e tive um momento de risco. O combate foi bom porque consegui implementar a estratégia que tínhamos traçado. No geral, fiquei feliz.

O que faltou para conseguir a finalização?

Tiveram várias coisas que me atrapalharam. O sangue me fez ficar escorregadio, mas ele se defendeu muito bem também. Ele abaixou o queixo e eu não conseguia me posicionar bem para pegar. Uma hora eu fiquei preso na grade também.

Se considera um lutador mais completo, hoje?

Eu acho que é a maturidade, a percepção de luta, que com o tempo melhora. Não é questão de ser mais completo, mas o Vale Tudo não é que nem o Jiu-Jitsu, porque escorrega mais e o risco é bem maior. No MMA não dá para ficar parado. Se tiver montado, tem que finalizar logo.

Sentiu muito a diferença de peso?

Eu cheguei mais pesado do que esperava. Sofri bastante com isso e um dia antes da luta estava 9kg acima. Acho que isso me afetou na hora do combate.

Acha que vai conseguir render mais nesta categoria?

No peso médio tem varias vantagens. Eu sou muito maior que a maioria dos outros atletas. Quando você luta com alguém mais leve, acaba gastando menos força. Lutar de peso médio vai ser melhor para mim.

Pretende se mudar para os Estados Unidos, para treinar em tempo integral aí?

Eu não quero me mudar para cá, não. Vou voltar para Londres. A preparação para a próxima luta será igual: metade em Londres e a outra em Los Angeles.

Qual a importância dos treinos da Black House na sua vitória?

Foi muito boa, porque em Londres não tem muito treino sem quimono, então foco na parte física, mas fica faltando o sparring. Na Black House tem uma variedade grande de lutadores, vários profissionais. Consegui evoluir bem em pé lá.

 O Tim Kennedy disse no Twitter que é um grappler melhor que você. O que achou disso?

Eu vi a mensagem dele. Ele pode falar o que quiser. Ele pode até ser bom no chão, mas tecnicamente eu sou muito melhor. No Jiu-Jitsu, ele dificilmente teria uma chance comigo. No Vale Tudo, é uma incógnita. Na minha última luta, meu oponente estava longe de ser um faixa-preta e não consegui finalizá-lo.

Acha que essa é uma luta interessante para você?

Eu acho que pode ser uma luta interessante. Qualquer um no Strikeforce faria uma luta interessante comigo.
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