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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Brasil termina o 2° dia do Grand Slam do Rio com seu melhor desempenho da história


O Brasil fechou o Grand Slam de Judô do Rio de Janeiro quebrando recordes. Foi o melhor desempenho do país numa das quatro grandes competições do judô internacional (Olimpíadas, Mundial, Masters e Grand Slam), com quatro medalhas de ouro, três de prata e quatro de bronze, um total de 11 medalhas. Foi também a primeira vez que o país ficou em segundo lugar no quadro geral, atrás apenas do Japão, que teve 10 medalhas, sendo oito de ouro.
Os medalhistas brasileiros no Grand Slam de judô do Rio de Janeiro (Foto: Daniel Zappe / FOTOCOM.NET)
Outro feito inédito foi a vitória feminina na comparação com a parte masculina da seleção brasileira. Após um sábado sem medalhas, os homens reagiram com cinco medalhas no domingo, incluindo os ouros de Leandro Guilheiro (81kg) e de João Gabriel Schlittler (+100kg), mas as mulheres tiveram seis pódios em sete categorias na competição, sendo dois ouros (Érika Miranda, até 52kg, e Mayra Aguiar, até 78kg), duas pratas (Sarah Menezes, até 48kg, e Rafaela Silva, até 57kg) e dois bronzes (Maria Portela, até 70kg, e Rochele Nunes, mais de 78kg).
- Foi disparadamente nosso melhor desempenho. Normalmente, cinco países competem pelo segundo lugar atrás do Japão - Brasil, Coreia, Holanda, França e Rússia - mas estamos nos firmando cada vez mais nessa segunda posição - comemorou Ney Wilson, coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô.
Guilheiro empolga e Schlittler dá a volta por cima
O paulista Leandro Guilheiro era a maior esperança de medalha do país neste domingo e correspondeu às expectativas com um torneio quase perfeito. Agressivo como sempre, o judoca brasileiro conseguiu dois ippons com menos de um minuto de luta na competição, sendo o segundo para vencer Sergiu Toma, moldavo que eliminou Flávio Canto ainda no primeiro combate. Na final, bastou um wazari para superar o ex-campeão mundial Ivan Nifontov, da Rússia.
- Desisti de competir (no Grand Slam de) Moscou para estar em boas condições de lutar aqui. Nenhum passo que eu tenho dado tem sido em vão. Em Moscou, eu estava com uma dorzinha nas costas, que poderia me prejudicar. O importante foi que consegui o resultado que queria - comemorou Guilheiro, segundo colocado no ranking mundial que classifica às Olimpíadas de Londres-2012.
Leandro Guilheiro conquistou o ouro no Grand Slam do Rio de Janeiro (Foto: Daniel Zappe/Fotocom.net)
A história do dia, porém, foi sem dúvida a redenção de João Gabriel Schlittler. Depois de dois anos parado por conta de lesões no joelho e ombro, o carioca perdeu a seletiva para o evento e estava nos treinos da seleção durante a semana apenas para rever os amigos. Com a lesão sofrida por Leandro Gonçalves na quinta-feira, porém, Schlittler foi convocado na véspera da competição. O brasileiro foi crescendo durante o torneio e chegou à final graças a outra lesão, sofrida pelo polonês Janusz Wojnarowicz no golden score da semifinal. O título em casa, em vitória sobre o paulista Daniel Hernandes, na última luta do campeonato, fechou com chave de ouro a campanha brasileira e seu "conto de fadas".
- Só tenho a comemorar, não tenho nem palavras pra descrever a gama de sentimentos que estou sentindo. Não tinha nem expectativa de medalhar - disse Schlittler, que ganhou 300 pontos no ranking e saltou da 101ª posição para a 25ª: - O peso pesado tem mais um atleta disputando. Eram quatro, tem mais um aí!
João Gabriel conquista o ouro no Grand Slam ao vencer Daniel Hernandes (Foto: Daniel Zappe/Fotocom.net)
Na categoria até 90kg, Hugo Pessanha brigava pelo bicampeonato e fez um ótimo torneio, com três ippons consecutivos para alcançar as semifinais. Entretanto, se precipitou no ataque ao japonês Takashi Ono e sofreu um contragolpe no último minuto. Mais surpreendente ainda foi a derrota de Tiago Camilo, que também fez ippons em suas três primeiras lutas e tinha vantagem de um wazari sobre Asley Gonzalez Montero quando, a 3s do final, sofreu um ippon do cubano. Os brasileiros tiveram de se contentar com o bronze. Ono superou Montero na decisão.
A categoria até 100kg foi a única em que o Brasil não medalhou no domingo. Leonardo Leite chegou às quartas de final, mas foi derrotado pelo eventual campeão Takamasa Anai, do Japão.
Mayra Aguiar dá show no Maracanãzinho
O destaque feminino de domingo foi Mayra Aguiar. A gaúcha mostrou a que veio logo na primeira luta, ao fazer o ippon mais rápido da competição, com apenas 9s, contra a colombiana Amy Cortes. Sua única luta que não foi decidida por ippon foi a semifinal, contra a francesa Audrey Tcheumeo, em que obteve dois wazari. Na decisão, dominou o combate com a rival americana Kayla Harrison, saindo com pontuação completa: um yuko, um wazari e um ippon.
- Eu me emocionei demais no momento do pódio, porque nessas horas você se lembra de toda a sua trajetória. Já tive muito sofrimento na vida, enfrentei contusões e operei o joelho. Agora chegou o momento de comemorar - disse Aguiar.
Mayr Aguiar comemora a vitória no Grand Slam do Rio de Janeiro (Foto: Daniel Zappa/Fotocom.net)
As brasileiras Rochele Nunes (mais de 78kg) e Maria Portela (até 70kg) chegaram perto da final em suas categorias, mas caíram nas semifinais e ficaram com o bronze. Portela foi derrotada pela colombiana Yuri Alvear, que por sua vez perderia o ouro para Yoriko Kunihara, do Japão. Nunes teve azar e lesionou o joelho direito durante a luta com a turca Gulsah Kocaturk, que aproveitou o momento de fraqueza e conseguiu o ippon, mas não passou pela japonesa Megumi Tachimoto na decisão. A comissão técnica brasileira suspeita de rompimento no ligamento cruzado anterior do joelho de Rochele, que passará por exame de imagem na segunda-feira.

Fotos:




Confira o quadro de medalhas do Grand Slam de Judô do Rio de Janeiro:
Posição
País
Ouro
Prata
Bronze
Total
1
Japão
8
0
2
10
2
Brasil
4
3
4
11
3
Rússia
1
2
2
5
4
Romênia
1
0
1
2
5
Itália
0
2
0
2
6
França
0
1
8
9
7
Espanha
0
1
1
2
7
Cuba
0
1
1
2
9
Portugal
0
1
0
1
9
EUA
0
1
0
1
9
Colômbia
0
1
0
1
9
Turquia
0
1
0
1
13
Bélgica
0
0
2
2
13
Hungria
0
0
2
2
15
Holanda
0
0
1
1
15
Canadá
0
0
1
1
15
Azerbaijão
0
0
1
1
15
México
0
0
1
1
15
Polônia
0
0
1
1


domingo, 19 de junho de 2011

Judô: Ouro inédito e duas pratas no primeiro dia do Grand Slam

O judô feminino brasileiro escreveu neste sábado, no Maracanãzinho, mais um capítulo da sua vitoriosa história. Erika Miranda (52kg) conquistou a primeira medalha de ouro de uma brasileira em etapas do grand slam e faturou 300 pontos no ranking olímpico para os Jogos de Londres 2012. Sarah Menezes (48kg) e Rafaela Silva (57kg) ficaram com a medalha de prata e também somaram pontos importantes na caminhada olímpica. Com o vice-campeonato, as duas judocas garantiram 180 pontos na lista.

O Grand Slam de Judô do Rio de Janeiro continua neste domingo, a partir das 10h, com as categorias 70kg, 78kg, +78kg, 81kg, 90kg, 100kg e +100kg.

O ouro de Erika Miranda foi conquistado com vitória de yuko sobre Rosalba Forciniti, da Itália. Antes, a brasileira venceu por yuko pela finlandesa Jaana Sundberg, depois, venceu com um ippon a medalhista olímpica de Cuba Yanet Bermoy, e, na semifinal, bateu, também por ippon, a espanhola Laura Gomez.

Já Sarah Menezes foi vice-campeã após ser superada por yuko pela japonesa Haruna Asami. Na primeira rodada, Sarah venceu a israelense Roni Schwartz por ippon. Na segunda luta, fez um duelo brasileiro e levou a melhor sobre Taciana Lima com um ippon. Na semifinal, vitória por wazari sobre a belga Charline Van Snick.

A prata de Rafaela Silva veio com uma estreia com vitória por yuko sobre a americana Marti Malloy. Na rodada seguinte, bateu com um ippon a medalhista mundial da Áustria Sabrina Filzmoser. Na semifinal, yuko sobre a campeã mundial Morgane Ribout, da França. Na decisão. Rafaela perdeu por ippon para a romena Corina Caprioriu.

O ouro deste sábado só foi conquistado porque Erika Miranda nunca desistiu do sonho de vencer no judô. Em 2008, após ser cortada das Olimpíadas de Pequim, Erika aprendeu que o resultado vem com muita paciência e perseverança.

“Eu poderia ter desistido de tudo após ser cortada de uma Olimpíada por causa de uma lesão. Mas usei isto para aprender a ter paciência e saber que as coisas acontecem na hora certa. Bati na trave em várias competições e hoje fui premiada com a medalha de ouro no Grand Slam”, disse Erika Miranda.

Sarah Menezes levará o resultado do Grand Slam do Rio como aprendizado. Na luta contra a japonesa Haruna Asami, a brasileira sentiu a diferença de força contra a adversária.

“Estou feliz com o resultado. Ela é muito forte e senti a diferença na final. Conquistei o bronze no Grand Slam de Paris e, agora, a prata aqui no Rio. Quero que o ouro venha no Grand Slam de Tóquio, em dezembro, de preferência com uma vitória sobre a Asami dentro da casa dela”, afirma Sarah.

Rafaela Silva ainda é atleta da categoria Sub-20 e, como toda adolescente, não escondeu os sentimentos após a derrotada para a romena Corina Caprioriu se derramou em lágrimas.

“Estava bem na luta e só faltou um pouco de atenção na final. Qualquer atleta fica triste com uma derrota. Mas, com certeza, a prata é boa, pois vejo que meu treinamento está dando resultado”, disse Rafaela Silva.

Para a técnica da seleção feminina, a satisfação em ouvir o hino nacional numa competição no Brasil é especial.

“Não tem como não se emocionar. Foi lindo. Principalmente porque o dia do corte da Erika nas Olimpíadas de Pequim foi o mais triste da minha vida. Ver ela agora no alto do pódio é muito gratificante. Ela e toda a seleção feminina são verdadeiras guerreiras. As medalhas da Sarah e da Rafaela também devem ser comemoradas. Mas também servem para nos mostrar o caminho para acertar os pequenos detalhes”, afirma Rosicléia Campos.

Resultados completos do primeiro dia do Grand Slam


-60 kg
1. Hirofumi Yamamoto, JPN
2. Elio Verde, ITA
3. Hiroaki Hiraoka, JPN
3. Sofiane Milous, FRA
5. Boldbaatar Ganbat, MGL
5. Jeroen Mooren, NED
5. Beslan Mudranov, RUS
5. Sergio Pessoa, CAN

-66 kg
1. Musa Mogushkov, RUS
2. Sugoi Uriarte, ESP
3. Masashi Ebinuma, JPN
3. David Larose, FRA
5. Leandro Cunha, BRA
5. Tsagaanbaatar Hashbaatar, MGL
5. Alex William Pombo Da Silva, BRA
5. Luiz Revite, BRA

-73 kg
1. Riki Nakaya, JPN
2. Joao Pina, POR
3. Costel Danculea, ROU
3. Murat Kodzokov, RUS
5. Hiroyuki Akimoto, JPN
5. Benjamin Darbelet, FRA
5. Nyam-Ochir Sainjargal, MGL
5. Nicholas Tritton, CAN

-48 kg
1. Haruna Asami, JPN
2. Sarah Menezes, BRA
3. Eva Csernoviczki, HUN
3. Charline Van Snick, BEL
5. Oiana Blanco, ESP
5. Frederique Jossinet, FRA
5. Taciana Lima, BRA
5. Valentina Moscatt, ITA

-52 kg
1. Erika Miranda, BRA
2. Rosalba Forciniti, ITA
3. Penelope Bonna, FRA
3. Laura Gomez, ESP
5. Yanet Bermoy Acosta, CUB
5. Ana Carrascosa, ESP
5. Priscilla Gneto, FRA
5. Soraya Haddad, ALG

-57 kg
1. Corina Caprioriu, ROU
2. Rafaela Silva, BRA
3. Automne Pavia, FRA
3. Morgane Ribout, FRA
5. Concepcion Bellorin, ESP
5. Andreea Chitu, ROU
5. Sabrina Filzmoser, AUT
5. Ketleyn Quadros, BRA

-63 kg
1. Kana Abe, JPN
2. Gevrise Emane, FRA
3. Mariset Espinosa, CUB
3. Elisabeth Willeboordse, NED
5. Hilde Drexler, AUT
5. Yarden Gerbi, ISR
5. Mariana Silva, BRA
5. Ramila Yusubova, AZE

fonte: http://www.finalsports.com.br/03/comando/headline.php?n_id=160303&u=0%5C

sábado, 18 de junho de 2011

Josh Barnett Fake Wrestling Exhibition

Coletiva de Imprensa do UFC Rio

Tae-kwon-do tribute

Jiu Jitsu Tribute

tributo ao judo !!!!!!

TRIBUTO AO MMA

tribute to Ironman

Superação - Se eu consigo, Você também consegue A História de Dick e Ric...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Royce Gracie fala e luta no Sensei SporTV


Royce Gracie costuma passar três dias por ano no Brasil. Morando em Los Angeles há mais de 15 anos, o maior lutador da história do UFC ainda se garante com os mesmos 78 quilos que finalizaram Ken Shamrock, Dan Severn, Kimo Leopoldo e outros gigantes nos primórdios do Ultimate.

Em entrevista especial ao Sensei Sportv deste sábado, Royce vai mais fundo nos segredos que o mantiveram em forma até hoje aos 44 anos de idade, e revela a dieta Gracie ideal para ele, e como estão os treinamentos para a luta de despedida.

Uma entrevista com Royce Gracie requer preparo e persistência. Como uma luta, um jogo de xadrez, um treino de luxo de Jiu-Jitsu. O Royce é um dos personagens mais difíceis de se entrevistar. Escorregadio como o Brizola, firme como o Nixxon (fica aqui a recomendação do filme Frost x Nixxon), e ainda muitas vezes enigmático e reservado num silêncio prolongado, enquanto escolhe as palavras mais apropriadas. Puro Jiu-Jitsu de palavras. Muita técnica, muita malícia, muita experiência em estar e sair da zona de desconforto.

Mesmo assim, Royce Gracie permitiu que a guarda fosse aberta para falar sobre a revanche contra Matt Hughes, a luta que encerraria a carreira iniciada em 1993, e hoje com triunfos históricos não só no Ultimate, mas no Pride e K1 Hero’s.

A derrota do primo Renzo para o mesmo Matt Hughes, e a nova geração Gracie no MMA encabeçada por Roger Gracie no Strikeforce, e o sobrinho Kron Gracie no Jiu-Jitsu, também são assuntos da conversa. E com a partida do chefe do Clã Gracie, o Mestre Hélio, Royce conta como ficaram as relações familiares numa família tão numerosa e cheia de líderes, e não esconde a preferência pelo irmão Royler.

UFC moderno, mistura de artes marciais, bolsa mais valorizada do MMA atual e muito mais... Sensei Sportv especialíssimo com o Hall da Fama do UFC Royce Gracie, neste sábado, às 23:30h.


fonte: http://www.tatame.com.br/2011/06/17/Royce-Gracie-fala-e-luta-no-Sensei-SporTV