Não aceite criticas de quem não sabe o que você sofre!
Aqui é o local dos guerreiros, lutadores, esportistas, atletas, professores, alunos e de quem faz a diferença em seus projetos sociais em busca de uma vida melhor para a maioria! Força, atitude e coragem esse é o lema dos vencedores!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Presidentes de federações explicam os motivos para o boxe ganhar adeptos no país


Força do MMA no país até poderia levar à lona a modalidade que consagrou Éder Jofre. Mas a procura pelo esporte aumentou. Ouvidos pelo Correio, presidentes de federações explicam os motivos

David Mdzinarishvili/Reuters
Everton Lopes (de azul) na disputa do Mundial: força para o esporte olímpico

Enquanto pugilistas e atletas de MMA (Mixed Martial Arts) lutam nos ringues e octógonos, uma batalha paralela é travada entre as suas modalidades. A nobre arte, como é conhecido o boxe, e a sensação do momento, que culmina no UFC (Ultimate Fighting Championship), não disputam um “cinturão” de audiência, mas brigam pela atenção da mídia e dos fãs de lutas.

Com o crescimento do MMA, principalmente no Brasi, a derrocada do boxe parecia certa, mas o foco em eventos como o UFC também ajudou a alavancar o esporte que consagrou Muhammad Ali e Éder Jofre. Para entender esse fenômeno, é preciso ter em mente que o boxe se divide entre o profissional — esse mesmo de Ali e Jofre — e o amador, ou olímpico, — praticado nos Jogos Olímpicos, Pan-Americanos e campeonatos mundiais. Além de regras um pouco diferentes, as duas categorias também vivem momentos distintos atualmente. No Brasil, segundo o presidente da Confederação Brasileira de Boxe, Mauro Peres, o boxe profissional realmente está mal das pernas, mas o amador ganhou curva ascendente. “O profissional está em decadência porque é gerido por empresários. A responsabilidade é deles de conseguir lutas com boas bolsas para seus lutadores. E isso não tem aqui no Brasil”, comenta. 

No que diz respeito ao amador, a história se inverte, na opinião do presidente da Confederação Brasileira. Ele ressalta que a modalidade vive um bom momento no país e já classificou, no último Mundial, três atletas para as Olimpíadas de Londres. “É a primeira vez que ganhamos ouro em um Mundial e isso prova o nível do boxe amador no Brasil. Ainda temos chances de garantir mais sete atletas no Pré-Olímpico”, lembra. Segundo Peres, desde que está na confederação, ele ainda não sentiu uma queda no número de praticantes. “Ao contrário. A procura cresceu.”

Nos EUA, no entanto, a história é um pouco diferente. O boxe profissional sempre foi grande por lá e ainda costuma encher arenas, com fãs alucinados. No último 12 de novembro, por exemplo, mais de 16 mil pessoas foram ao MGM Grand em Las Vegas, Nevada, para ver o combate entre o filipino Manny Pacquiao, que defendia seu cinturão meio-médio da WBO (Organização Mundial do Boxe), e o mexicano Juan Manuel Marquez. Pacquiao é a maior sensação do boxe profissional atualmente e já foi campeão em oito categorias diferentes. O boxeador ganhou a bagatela de US$ 22 milhões para subir no ringue e ainda levou uma porcentagem nas vendas do pay-per-view. 

O incrível valor pago aos lutadores e a audiência e venda de pay-per-view das lutas de boxe nos EUA (leia quadro acima) mostra que a modalidade ainda tem um certo cacife e atrai patrocinadores generosos. “No momento, os americanos não têm bons pesos pesados, que era uma categoria que eles dominavam e que o público mais gosta de assistir. Os bons estão na Europa e ganham muito dinheiro lutando por lá. Mas isso não quer dizer que o boxe profissional nos EUA vai morrer, a modalidade faz parte do currículo esportivo americano”, comenta Nilton Campos, presidente da Federação Paulista de Boxe e vice-presidente do Conselho Mundial de Boxe.

As maiores vendas em PPV nos EUA (2010)
1. Boxe: Floyd Mayweather x Shane Mosley    1.400.000 (1º de maio)
2. Boxe: Manny Pacquiao x Antonio Margarito     1.150.000 (13 de novembro) 
3. UFC 116: Brock Lesnar x Shane Carwin    1.100.000 (3 de julho)
4. UFC 114: Quinton Jackson x Rashad Evans    1.050.000 (29 de maio)
5. UFC 121: Lesnar x Cain Velasquez    1.000.000 (23 de outubro)
6. UFC 124: Georges St. Pierre x Josh Koscheck    785.000 (11 de dezembro)
7. UFC 111: St. Pierre x Dan Hardy    770.000 (27 de março)
8. Boxe: Manny Pacquiao x Joshua Clottey    700.000 (13 de março)
9. UFC 107: Anderson Silva x Chael Sonnen    600.000 (7 de agosto)
10. UFC 118: Frank Edgar x B.J. Penn    550.000 (28 de agosto)

Uma forcinha com as Olimpíadas
O presidente da Confederação Brasileira de Boxe, Mauro Peres, tem também outra razão para uma procura maior do boxe amador no país: a realização dos Jogos Olímpicos em 2016. “Isso motiva muitos atletas que querem representar o país. Hoje, temos a participação de cerca de 600, 700 pugilistas nos campeonatos brasileiros (feminino, juvenil, cadete e elite). Claro que o ideal seria mais atletas praticando e competindo, mas aí já é falta de uma política nacional esportiva”, lamenta.

Nilton Campos, presidente da Federação Paulista de Boxe, comenta que há 169 clubes filiados à entidade em São Paulo e que são realizados sete campeonatos por ano. “Temos uma ótima estrutura e promovemos muitas lutas”, diz. No Rio de Janeiro, Mauricio Cristino, presidente da Federação de Boxe do estado, contabiliza 31 academias filiadas e 2.000 praticantes federados. “Temos muita procura, inclusive do boxe feminino”, destaca. “É o boxe amador que dá origem a todos os campeões, seja no profissional ou no MMA. Não morrerá jamais porque é uma modalidade antiga, com tradição.”
fonte:

Nenhum comentário: